“Ainda tenho muito a mostrar”

Muito à vontade, Dominguinhos fala sobre suas inúmeras parcerias musicais, seu medo de voar e até do que pensa sobre a política

Eram três horas da tarde de domingo quando Dominguinhos, um dos maiores ícones da sanfona brasileira, desceu as escadas do Hotel Turi em Barra Bonita, bem à vontade. Usava chinelos, uma calça bem folgada e camisa de linho listrada. Não usou o seu tradicional chapéu nem na coletiva de imprensa e nem na hora do show. Quando um grupo de pessoas percebeu que o sanfoneiro pernambucano subira ao palco sem o habitual elmo, gritaram: “Dominguinhos, o chapéu! Põe o chapéu!”. “Ô, minha gente”, ele respondeu antes de começar a dedilhar seu instrumento, “esqueci o chapéu lá em Lins” (cidade onde tinha se apresentado na noite anterior).

Meu encontro de quase uma hora com o músico de 69 anos de idade foi muito proveitosa. Acompanhado por outros jornalistas, a entrevista deu uma geral na carreira, falamos de suas inúmeras parcerias com outros artistas renomados, de sua infância e lembrou de Luiz Gonzaga, mestre do baião e seu mento no início da carreira. Comentou o seu medo de viajar de avião e, quando perguntado sobre política, revelou que pretende votar no governador José Serra este ano, a quem se referiu como “o careca de São Paulo”. Mesmo sendo pernambucano, deixa claro que não é um fã do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu conterrâneo.

Dominguinhos é pai de três filhos e tem mais de 60 anos de carreira, visto que começou tocar ainda criança. Seu primeiro álbum, Fim de Festa, foi gravado em 1964. Já o último, Dominguinhos Iluminado, é instrumental e está cheio de participações, como Gilberto Gil, Elba Ramalho, Yamandu Costa, Arthur Maia, e outros. Mas o cantor diz que não deve parar por aí. “Tenho muito material guardado, mas não tenho para quem mostrar, não tenho quem gravar”.

Dava uma fita K7 para o Chico Buarque e só dois anos depois ele devolvia a minha música com a letra. Numa segunda oportunidade, dei a fita pra ele e ele só me devolveu depois de 15 anos!

O senhor lembra-se de já ter tocado com um grupo da cidade, chamado Tribo Terra, e participou com eles até num festival da Rede Globo?

Foram dois acontecimentos em Barra Bonita, tocar com esse grupo e o projeto Asa Branca. Toquei em Lins ontem e percebi que eles são muito carentes de música do Norte. Notei que lá tem muitos “cabeças-chatas”, muitos conterrâneos meus. Na Barra o fluxo de turistas é maior e é uma cidade mais próxima de São Paulo. Fico triste por não ter trazido meu netinho de um ano e cinco meses para andar de barco e passear nos parques daqui.

Reside onde atualmente?

Em São Paulo. De lá vou para qualquer lugar.

E o pique de tocar ao vivo? Você tem datas agendadas até o meio do ano.

Para mim é mais difícil cumprir a agenda porque eu ando de carro. Ele é  muito lento e cansativo para vencer determinadas distâncias e datas. Pelo menos no estado de São Paulo andamos muito bem, porque as estradas são boas. Dá pra varar 250, 300 quilômetros sem problemas. Já no Nordeste, fazer essas distâncias é muito sofrido. Andei de avião por mais de 30 anos, mas há 25 que não voo mais. Deu medo e parei, mas estou pensando em voltar.

Teve algum problema em voo para desistir de voar?

Não, nada me aconteceu. O medo foi chegando, chegando.

Depois de tocar no interior de São Paulo, vai para onde?

Bom, por enquanto estamos nesse projeto com a Casa de Cultura e Cidadania até o dia 1º. Depois vou para o Nordeste participar de uma homenagem à Ciburca com a Orquestra Sinfônica da Paraíba em João Pessoa. Chico César atualmente é o secretário de Cultura de lá. Depois, vem a época junina, e aí aparece bastante trabalho na Bahia, Paraíba, em Sergipe e Pernambuco.

O senhor já fez parcerias com muitos músicos renomados, tanto em shows como em composições. Uma das últimas parcerias foi com Yamandu Costa no álbum Yamandu + Dominguinhos. Como essas parcerias acontecem?

Acho que é  por causa da simpatia com o trabalho de cada um, não tem outro motivo. O Yamandu, por exemplo, conheci em um ensaio no Rio Grande do Sul, junto de Renato Borghetti e de outro bamba do acordeom, Luiz Carlos Borges. O Yamandu tinha 15 anos na época e apareceu por lá com o violão debaixo do braço. Disse que gostava muito do que eu fazia, tocou algumas músicas minhas e resolvemos tocar juntos. Foram participações pequenas aqui e ali, até que ele apareceu com a proposta de fazermos um disco solado juntos. E fizemos, lançado pela Biscoito Fino. Depois fizemos o DVD, gravado pela TV Cultura. E fiz mais discos de solos, com o Iluminado, com várias participações, um de frente pro outro, bem à vontade para solar.

As bandas novas colocam um bocado de bailarinas no palco para o show ficar bonito. Eu até penso em mudar o nome da minha banda para “Os bonitinhos do forró”, porque tenho só cabras feios no meu grupo!

O senhor também é da célebre época do Riocentro. Pode nos contar um pouco sobre esses anos e os amigos que fez por lá?

Nessa época encontrei o Gilberto Gil, a Gal, o Caetano, o Chico Buarque, e vários outros. Éramos amigos, todos novinhos e tocávamos juntos, andávamos juntos. As reuniões que fazíamos no Riocentro eram constantes. Lá eu tocava sempre com Paulinho da Viola, Moraes Moreira, Jorge… Ninguém tinha grupo direito, cada um levava um instrumento e tocávamos. Era um movimento da turma daquele tempo.

Foi dessa época que saíram várias de suas célebres parcerias. Demora para que elas saiam do papel?

Essas amizades e parcerias vêm de muito tempo. Uma vez, perguntei ao Chico: “Chico, tem como fazermos uma melodia juntos?”. Aí eu dava uma fita K7 para ele e só dois anos depois ele devolvia a minha música com a letra. Numa segunda oportunidade, dei a fita pra ele e ele só me devolveu depois de 15 anos! (risos) O Gil também demora. Agora ele está colocando letra numa música minha para um disco junino. Não sei se vai terminar a tempo. Dei uma fita uma vez para o Djavan e ele mostrou para o Orlando Moraes, marido da Glória Pires. E o Orlando fez a letra antes que o Djavan. Aí, não sei se ele ficou com vergonha ou o que, mas resolveu gravar a música. E o Orlando gravou também. Mas sempre foi assim, sem afobação e sempre por amizade.

Como sua música é vista no estado de São Paulo?

É difícil responder. Neste estado trabalha-se mais com cantores sertanejos, os chamados “caipiras de luxo”, que fazem grandes produções. Tem muitos rodeios e vaquejadas, mas nós, cantores nordestinos, não entramos na programação dessas festas.

Os prêmios Grammys que o senhor concorreu consideraram sua música como regional, mas o baião, o forró e o xote são considerados estilos musicais brasileiros nacionalmente reconhecidos. O que acha dessa rotulação de “regional”?

Pois é, acho que deveriam acabar com essas divisões de sertanejo, MPB, etc. Deveriam acabar com os rótulos.

Em 60 anos de carreira, 50 só de profissional, sabe quantos álbuns vendeu?

Nunca soube ao certo. O Roberto Carlos, que está comemorando seus 50 anos de carreira, vendeu mais de 100 milhões de discos. Eu não sei como conseguiram esses dados, é algo bem difícil [de contabilizar]. Geralmente as contas de gravadoras são fechadas.

O público mudou muito nesses 50 anos?

Hoje acho que o público é mais informado, a garotada parece mais interessada, ela vê mais coisas pela televisão, os pais falam de determinados artistas ou são nordestinos. A informação começa dentro de casa, na escola, com os avós.

O que acha dos novos grupos de forró  que estão aparecendo?

Gosto muito. Mesmo as bandas do Ceará, da Paraíba e Pernambuco, que sabemos que não fazem um forró verdadeiro, nos ajudam muito falando do que fazem. No entanto, o grande acontecimento da música nordestina são os trios. Como o Falamansa, Trio Virgulino, Chamego, Sabiá, e por aí vai. A fórmula é a mesma: zabumba, sanfona, triângulo, pandeiro.

E o forró  atual, o forró universitário, o tecno-brega?

Não houve uma transição de ritmos, continua a mesma coisa. A mudança foi com as bandas. As novas bandas de forró fizeram com que toda a [atenção] da música nordestina convergisse para elas, de uma forma que quem quiser se estabelecer tem que ter as características delas. Eu uso baixo e guitarra na minha banda, mas não abandonei o triângulo e a zabumba, que não me deixam fugir [do padrão]. E as bandas novas ainda colocam um bocado de bailarinas no palco para o show ficar bonito. (risos) Eu até penso em mudar o nome da minha banda para “Os bonitinhos do forró”, porque tenho só cabras feios no meu grupo! (gargalhadas) São bandas que se produzem e fazem grandes produções, como Calcinha Preta e Aviões do Forró, mas que de forró não tem nada.

Eu fui andando com minha música enquanto Gonzaga ficou na dele, seguro no que fazia. Eu era mais transgressor, ia forçando as coisas até mudar os estilos.

Tem algum artista que apareceu da década de 1990 pra cá  que o senhor admira?

De 90 pra cá? Tem o Djavan, mas esse já tem um grande tempo de carreira. Eu estava no Rio quando ele apareceu, fazendo aquele samba bem balançado do começo da carreira dele. Um novo de que gosto muito é o Jorge Vercilo. Cantoras não, elas vêm de penca. São muitas que apareceram pra gente escolher. Desde Ana Carolina até Mariana Aydar e minha própria filha, Lívia Moraes. Hoje, quando um artista estoura, ele já tem 10, 15 anos de carreira.

Um mestre do senhor foi Luiz Gonzaga. Desde seu primeiro disco, Fim de Festa (1964) até o seu mais recente registro ao vivo, em 2009, muitos artistas apareceram dizendo que o senhor é uma referência para eles. Além do mais, o senhor mudou o jeito de se fazer baião e forró.

Luiz Gonzaga mudou o jeito de se cantar e de se acompanhar o canto. Ele foi único nisso, nunca vi outro que cantasse e tocasse sanfona como ele na música nordestina. E eu estava ali ao lado dele! Mas vários músicos me ajudaram: Chiquinho do Acordeom, Orlando Silveira, os [violões de] sete cordas Dino, Rafael Rabelo e agora o Yamandu. Dei sorte com os sete cordas. Passado o tempo, fui mudando a estrutura do baião e do forró. O baião era “liso”, e comecei a tocar um baião chorado. Pegava alguns sambas e choros, mudava algumas coisas e os transformava em baião. O forró surgiu quando Gonzaga mudou a batida da zabumba. Quem comanda verdadeiramente o forró é o zabumbeiro, é ele quem conhece as batidas e encaminha o resto da banda. Toquei na noite, fui músico de boate por muito tempo, toquei muita música americana. Eu fui andando com minha música enquanto Gonzaga ficou na dele, seguro no que fazia. Eu era mais transgressor, ia forçando as coisas até mudar os estilos. (risos)

O compositor erudito Maurice Ravel, pouco antes de morrer, chorou em uma apresentação de uma de suas obras em Paris e lamentou por ter tantas ideias ainda para mostrar e não poder por causa de seu estado de saúde grave. Depois de 50 anos de carreira profissional, o senhor sente que ainda tem muito a mostrar como compositor?

Acho que não tenho a quem mostrar, porque muita coisa armazenada eu tenho. O Hermeto Paschoal também tem muita coisa guardada. Ele levou um bom material de música clássica para a Alemanha. E sua música fez o maestro da orquestra chorar. Ele quis saber o porquê do choro e o intérprete disse que o motivo era a beleza da música do Hermeto, porque o maestro nunca tinha ouvido nada como aquilo. Ou seja, a gente tem muita coisa armazenada que não tem como e com quem gravar. Hoje em dia, os artistas estão fazendo trabalhos inteirinhos autorais porque as editoras estão criando muitas dificuldades para se gravar. É muito caro por um disco na praça! Levou mais de um ano para que minhas próprias músicas fossem liberadas para gravar o meu DVD. Então, os artistas começam a gravar apenas material próprio, para não encontrarem barreiras.

Vamos falar agora do seu lado político. Como foi seu relacionamento com o ex-governador Mário Covas?

Ele me chamava no Palácio dos Bandeirantes para tomarmos café, era uma pessoa muito aberta. Mas meu relacionamento com ele, e com todos os outros [políticos], era esporádico. Políticos vivem em outro mundo, é outra coisa. Eu não faço música para eles, é uma agência que faz e me chama para cantar. E agora nós não podemos mais fazer shows em campanhas de políticos.

E o que acha de não poder mais fazer shows em comícios políticos?

Acho muito ruim. Se eu vou participar de campanhas pelo nordeste, fica um monte de gente numa praça para ver o show. Ninguém fica ali esperando um candidato falar. As pessoas já sabem que ele vai mentir o tempo todinho, vai falar sobre o que nunca fez e o que “pretende” fazer. Então precisa ter uns conjuntinhos tocando para entreter o povo. Agora que isso acabou, não sei o que vão arrumar para substituir os shows.

O maior trunfo do brasileiro atualmente pertence à imprensa. São os jornalistas que estão descobrindo tudo o que está acontecendo neste país. Não existe mais ninguém tão soberbo que não possa aparecer e ser cobrado

O senhor acompanha a política atualmente?

Se tiver que falar de algum lugar, falo de São Paulo. Gosto do careca que está lá, um cara que conheço há muitos anos e está na luta. Meu voto não é mais secreto e sem dúvida nenhuma vou votar nele [José Serra], e não em quem o Lula determinar, porque ele está muito folgado! Ela está desconhecendo muito das coisas que devemos respeitar, está se achando o dono da cocada preta. Isso é muito ruim. E ele vem de uma era em que a humildade foi a maior arma que usou para vencer. Ou não, porque o Lula sempre foi muito sagaz.

Acha que o eleitor brasileiro está bem preparado para votar?

Acho que as pessoas estão mais informadas, porque a mídia está martelando dia e noite nos erros e acertos do governo, fazendo com que quem está  no poder tenha até raiva dela. O maior trunfo do brasileiro atualmente pertence à imprensa. São os jornalistas que estão descobrindo tudo o que está acontecendo neste país. Não existe mais ninguém tão soberbo que não possa aparecer e ser cobrado. As autoridades têm que tomar cuidado com o rabo. (risos) A mídia está informando e está dando oportunidade para as pessoas falarem também. Isso é muito bonito. Sabemos que tem muita gente querendo calar a liberdade de expressão, como acontece na terra do Hugo Chávez e na ilha do “charuto”, o Fidel Castro. Contudo, o Brasil está mudando muito e acho que teremos melhores políticos no futuro. Isso se as famílias deixarem, porque as dinastias são muito grandes! (gargalhadas)

O senhor começou a tocar ainda menino.

Meu pai e meu irmão mais velho eram tocadores de sanfona. Meu pai nunca me deu conselhos, cresci numa família de 16 irmãos. Eu comecei a ajudar em casa aos oito anos, tocando pandeiro na feira com meus irmãos Moraes e Waldomiro, que tocavam uma sanfoninha e um instrumento de sopro chamado mele. Esse mele meu pai fazia com borrachas de câmara de ar. A gente tocava para ganhar uns trocados. Quando viemos para o Rio, em 1954, fui tocar numa churrascaria gaúcha com meu pai. Tocava nas mesas com um garoto repentista do Rio Grande do Sul chamado Garoto de Ouro. Ganhávamos muita gorjeta e entregava toda a minha parte para o meu pai. Até que ele juntou dinheiro suficiente para buscar o resto dos filhos em Garanhuns [cidade natal de Dominguinhos].

Toquei na noite carioca e todo mundo me oferecia maconha, cocaína e bebida, mas ninguém oferecia um sanduíche. Ou eu seguia o que achava certo, ou enveredava para esse lado. Afinal, as pessoas que nos levam para o mau caminho têm um poder incrível de persuasão. Mas eu nunca me envolvi com essas coisas. Continuei tocando. As coisas começaram a acontecer em 1964, quando lancei meu primeiro disco.

Toquei na noite carioca e todo mundo me oferecia maconha, cocaína e bebida, mas ninguém oferecia um sanduíche. Ou eu seguia o que achava certo, ou enveredava para esse lado

Faz planos para o futuro? Trabalha com metas?

Em minha vida toda, nunca fiz planos para o futuro. Mesmo depois de 69 anos de vida, se me perguntam o que vou fazer daqui pra frente, não tenho resposta. Não faço planos e acho que a vida é isso. Você acorda todo dia e pensa no que tem pra fazer. Se não acordar no dia seguinte, já foi! (risos)

O senhor é muito humilde, não tem o estrelismo de alguns artistas.

O artista canta, dança, toca seu instrumento, pinta uns canecos… Mas quando sai do palco está sujeito a muitas coisas, igual a qualquer pessoa. Ele tem que pagar suas contas, pegar dinheiro emprestado e viver a labuta do dia a dia. E eu sou o que? Também fico aperreado! (risos) Ainda trabalho, minha família depende de mim. Em 2006, operei meu pulmão, mesmo nunca tendo fumado. Estou me tratando sempre e vivo como se não tivesse nada. Sigo cantando e tocando.

Financeiramente, a carreira do senhor valeu a pena?

Honestamente, não. Se eu estivesse na Europa ou nos Estados Unidos com todas as músicas que tenho gravadas e recebendo os direitos autorais, não precisaria mais tocar por aí. Acho que ia tocar só no terreiro de casa com os amigos. Chega um momento em que você não acha mais que é legal ficar fazendo graça com um instrumento que pesa 13 quilos no peito – e ter que mostrar serviço sempre que toca. Isso dá uma certa agonia. É melhor fazer como o Ronaldo. Parar aos 33 anos, quando está bem de vida. Pra que ficar ouvindo ser chamado de gorducho, não é? Deixa ele tomar sua cerveja a vontade! Eu, felizmente até, preciso continuar trabalhando, porque a música dá esse ensejo. Veja a Inezita Barroso. Ela está com mais de 80 anos, tem uma voz forte e é respeitadíssima. Acho que ela é a coisa mais importante que existe na música caipira do Brasil. E ninguém fez ainda esse reconhecimento para ela. Ela deveria ter sido convidada para o show do Roberto Carlos. Ainda bem que levaram o Tinoco, que fez um discurso arretado que foi ao ar pela metade, mas esqueceram da Inezita. Na idade dela – e tomando conta de um programa de televisão como dela – não conheço outra pessoa.

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