Família excêntrica contra a indústria bélica

Jean-Pierre Jeunet cria montes de estratagemas e se esquece de desenvolver satisfatoriamente os personagens

O filme mais famoso de Jean-Pierre Jeunet é, sem chance de errar, o cultuado O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. A adorável menina do título nos conquista com seu jeitinho meigo e esperto, o humor fino funciona bem e a trama, sempre em movimento e sempre com novos desdobramentos, flui com certa naturalidade.

Na sequência, Jeunet se apoia no sucesso de Amélie Poulain para contar uma história de época, novamente protagonizado pela Audrey Tautou: Eterno Amor. No enredo, a personagem de Tautou é novamente uma mulher esperta atrás de pistas que a levem ao paradeiro de seu noivo, que ela acha que não morreu na Primeira Guerra Mundial. Cheio de acontecimentos e ritmo rápido, como Amélie, filme está cheio de estratagemas com pelo menos duas linhas temporais para acompanharmos. Aspirando a épico (o que ele não chega a ser, ficando restrito ao campo do drama, e isso é bom), o filme nos sobrecarrega de informações, fingindo que a história é mais sofisticada do que realmente é. Mas, no final, entre mortos e feridos, o saldo é positivo.

Em seu novo filme, Jeunet arma-se de velhos maneirismos, de uma fotografia caprichada, de um humor francês fino e cerca-se de bons atores para… fazer um filme mediano. Micmacs (Micmacs a tire-larigot, 2009) tem suas marcas registradas: começa apresentando uma história trágica, mas contada com uma leveza capaz de nos tirar sorrisos, usando movimentos de câmera bem elaborados, pondo tudo em perspectiva e em várias cenas deixa que saibamos do que está acontecendo e a gravidade desses fatos apenas com as imagens, sem que seja necessário o diálogo. De quebra, o filme ainda faz uma divertida sátira com o mundo do comércio de armas internacional.

O protagonista Bazil, ainda criança, perdeu o pai quando este pisou numa mina terrestre construída por uma empresa bélica francesa. Acabou fugindo da tristeza de casa e da ditatorial escola católica. Trinta anos depois, enquanto vigiava uma loja durante a madrugada, é atingido bem no meio da testa por uma bala perdida, fabricada por outra empresa bélica francesa. Os médicos decidem no cara ou coroa a vida de Bazil, e resolvem não extrair o projétil de sua cabeça. Assim, ele viverá o resto dos seus dias podendo cair morto a qualquer momento.

Sem emprego e sem perspectiva na vida (a não ser a da câmera de Jeunet), Bazil vai viver na rua até ser encontrado por Placard, um homem que o leva a uma família excêntrica. Cada um de seus membros tem uma habilidade/disfunção: Calculette, a menina capaz de calcular qualquer coisa; Fracasso, que se gaba de ter entrado para o Guinness Book; Petit Pierre, inventor de máquinas a partir de peças encontradas no lixo; Caoutchouc, mulher elástica capaz dos mais improváveis contorcionismos; Remington, que finge ser outra pessoa muito bem; e Tambouille, matrona da estranha família.

Enquanto trabalha com essa família, Bazil encontra o prédios das duas empresas bélicas: uma responsável pela fabricação da bala que a qualquer momento matá-lo e outra fabricante da mina que matou seu pai. Mais engenhoso que a personagem de Amélie Poulin, Bazil cria ciladas e estratégias para se vingar das duas empresas e vai contar com as habilidades pessoais de cada um de seus “irmãos”, que não o questionam em momento algum.

Aí começam os problemas: algumas ciladas dão certo até demais. No terceiro ato do filme, quando Bazil é pego pelos dois grandes vilões do filme e levado para um interrogatório, seus companheiros parecem que sabiam exatamente para onde estavam indo e armam várias armadilhas pelo caminho. Mas, afinal, como é que sabiam exatamente aonde iriam? Na obsessão por criar diversos estratagemas e usar as habilidades de cada um na família, os personagens acabam sendo subaproveitados e muito pouco explorados no que diz respeito à psique de cada um. É por isso que o romance de Bazil e Caoutchouc parece tão insosso.

Com um início promissor e meio de campo enrolado, Jean-Pierre Jeunet volta a se encontrar no final. Apesar de tudo, a última façanha da trupe de desajustados contra os lordes da indústria bélica francesa faz uma crítica muito bem humorada ao comércio de armas no mundo, tentando demonstrar no discurso deles a hipocrisia e a falta de preocupação dos negociantes de arma com a humanidade. Só faltou o diretor se preocupar um pouco mais com o lado emocional dos humanos que escalou para contar essa história.

Já estamos na ilha

O público da série, reflexo da sociedade pós-moderna, é fruto do bombardeio de incertezas e influ­ências a serem seguidas ou rejeitadas

Por Francisco Trento (twitter: @_xico)

"Modernidade Líquida" (Imagem disponibilizada sob licença Creative Commons em http://www.flickr.com/photos/centralasian)

Na maioria das vezes a crítica associa o sucesso de Lost às técnicas narrativas inovadoras, à torrente de mistérios, surgidos com maior velocidade do que suas soluções, ou às inúmeras referências intertextuais presentes no pro­grama. Sim, todos esses fatores transformam-no em um produto de qualidade invejável. Mas talvez seu grande trunfo esteja na forma como os personagens são construídos: redondos e de personalidade indefinível; diferente da dualidade tradicional dos seriados de televisão, ou dos comuns núcleos família/hospital/departamento de polícia norte-americanos, que descrevem um mundo dualista e plano que não existe mais.

Vivemos o pluralismo de ideias, ideologias e culturas; tudo isso se chocando. Pro­va disso é o próprio cartaz de divulgação de Lost, que conta com imagens de mais de 20 per­sonagens. Por mais absurda que possa parecer a frase que vem a seguir, nos identificamos com aqueles cujos destinos foram alterados pela ilha e seus misté­rios.

Vivemos o pluralismo de ideias, ideologias e culturas; tudo isso se chocando. […] Nos identificamos com aqueles cujos destinos foram alterados pela ilha e seus misté rios

Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em seu livro Amor Líquido, nossa era vive uma série crise de iden­tidade e de quebra constante de conceitos consolidados por séculos. Vivemos a “Modernidade Líquida”. Isso se reflete no modo como desenvolvemos nossas relações pessoais e afetivas. “O palco para a ação é um recipiente cheio de amigos e inimigos, no qual se espera que coalizões flutuantes e inimizades à deriva se aglutinem por algum tempo, apenas para se dissolverem outra vez e abrirem espaço para outras e diferentes condensações.”, afirma o estudioso, em uma de suas obras mais conhecidas.

A figura que tão bem representa essa sociedade líquida é um território fictício fora de nosso espaço-tempo, tamanha a complexidade da dinâmica de nossas relações no século XXI. Os habitantes (ou passageiros) desse mundo-ilha são as figuras do nosso planeta – um confronto de estereótipos, de incertezas, de identidades que mudam a todo momento. Ninguém é bom ou ruim: o caráter e os laços afetivos formados no paraíso insular são leves e fracos: se desfazem com a mesma facilidade com que são criados e conforme os interesses deixam de existir. Os valores, antes fixos e imutáveis, agora deixam apenas vestígios do que já foram. O casal coreano, antes preso às rígidas tradições asiáticas, se acos­tuma com a proximidade de “estrangeiros”. Jack Shepard, o médico cético, tem um salto de fé, enquanto John Locke, o “homem da fé”, desacredita em todas as suas convicções e tenta o suicídio. Sayid, o torturador iraquiano, se apaixona por uma bon viván, tudo aquilo que estava costumado a combater. Benjamin Linus é o mais difícil de de­cifrar: sua personalidade na mesma frequência das reviravoltas de seus interesses.

O público da série, reflexo da sociedade pós-mo­derna, é fruto do bombardeio de incertezas e influ­ências a serem seguidas ou rejeitadas, e se identifica com os personagens e suas decisões, geralmente equivocadas.

Todos somos Desmond, perdidos nesse oceano de transformações, sem saber o que o mundo nos reserva

Desmond é o personagem que busca o retorno da solidez perdida no último século, evaporada ao mesmo tempo em que os modelos da modernidade ruíam. É aquele que, apesar de ter no inconsciente a noção de que entrou em um ciclo de incertezas e absurdos, ainda insiste em buscar ter de volta um porto seguro: seu amor sólido, combatido a todo instante pelas casualidades. Não é surpresa que, apesar de não estar presente em sequer metade dos episódios do seriado, seja o preferido da maioria dos fãs: todos somos Desmond, perdidos nesse oceano de transformações, sem saber o que o mundo nos reserva: seja nas relações afetivas, na segurança, nas epidemias, no emprego, nos confron­tos culturais, ou em nossa própria identidade. Não sabemos se estamos no fim de nossa jornada, ou se haverá solução para esse vai-e-vem constante de novidades e medos, que de tão complexos beiram a abstração total.

Contato do autor: francisco.trento@gmail.com

Walter Salles em On The Road

Walter Salles vai dirigir elenco com Sam Riley, Kristen Stewart e Kirsten Dunst

Capa do livro editado pela Companhia das Letras

Agora está confirmado: a adaptação cinematográfica do clássico da beat generation On The Road vai sair do papel e as filmagens começam em agosto. Escrito por Jack Kerouac, o livro narra as viagens e desventuras de Sal Paradise e Dean Moriarty pelas estradas, bares e jazz dos Estados Unidos da década de 1950. Ao lado de Allen Ginsberg e outros escritores do movimento beat, Kerouac tornou-se um dos mais reverenciados escritores norte-americanos, capturando com vivacidade o espírito da juventude da época, no meio da ebulição da contracultura.

On The Road (o filme) estava nos planos da produtora Zoetrope, de Francis Ford Coppola, fazia 30 anos. Quando se falava publicamente do assunto, havia mais rumores do que decisões. Entretanto, as últimas semanas não só confirmaram a realização do projeto como já escolheu o diretor, o brasileiro Walter Salles, e o elenco principal: Sam Riley (Control), Garrett Hedlund (Tron – Legacy), Kristen Stewart (a Bela da saga Crepúsculo) e Kirsten Dunst (a Mary Jane de Homem-Aranha).

Wlater Salles rodou os EUA em busca dos lugares e pessoas citadas no livro. O registros dessa viagem é o documentário Em Busca de On The Road

Antes de assumir a direção do longa, Walter Salles rodou os Estados Unidos procurando os lugares e as pessoas (ou o que sobrou de vestígio delas) citadas no livro. Essa viagem foi registrada no documentário Em Busca de On The Road, ainda inédito e sem data de estreia. A contratação do cineasta é empolgante justamente porque ele conhece a obra de Kerouac e fez uma extensa pesquisa sobre o tema para seu documentário. Além disso, Salles já dirigiu um road movie (Diários de Motocicleta) e tem um modo de filmar muito próprio. Se ele tiver nos EUA tanta liberdade quanto tem em seus próprios projetos, podemos esperar cenas poéticas como aquelas presentes em Abril Despedaçado e Linha de Passe.

Em uma entrevista publicada hoje no O Globo, o diretor conta que o roteiro final do filme foi escrito a partir da edição original do livro, muito mais “livre, ousada e radical do que a versão que foi editada em 1957 e que sofreu os efeitos da era McCarthy”.

“Estamos falando de personagens que tiveram a coragem de se reinventar contra a sua época, contra tudo e contra todos. Em muitos casos, os anos que estamos vivemos são tão conservadores quanto os anos 50. É nisso que essa história é interessante: ela permite entende que mesmo quando tudo conspira contra, é possível inventar novas formas de se relacionar com o mundo”, disse o diretor na entrevista.

A atriz Kristen Stewart, ainda jovem no mercado cinematográfico, ficou conhecida ao interpretar a protagonista da série blockbuster Crepúsculo. Trabalhar com Walter Salles num road movie e em um projeto com peso simbólico tão grande quanto On The Road é uma ótima oportunidade para ela mostrar que tem talento e que é muito mais do que uma menina que sofre dividida entre um vampiro e um lobisomem.

Kristen Stewart ganhou uma oportunidade de mostrar mais e melhor os seus talentos como atriz

Road Salt One

A primeira parte do álbum duplo de Pain of Salvation mostra som anos 70 e as mesmas angústias humanas de álbuns passados

Em Road Salt One (2010) a banda amplia suas fronteiras musicais

Ao encarar uma crise econômica, a banda sueca Pain of Salvation viu seus planos de lançar um novo álbum serem adiados. Então ela aproveitou para lançar em 2009 o duplo Ending Themes – The Second Death Of, registro ao vivo em CD e DVD da banda durante a turnê de Scarsick, álbum de 2007. E no final do ano passado mostrou ao público um pouco do que já haviam gravado lançando o EP Linoleum com quatro novas faixas e um cover do Scorpions.

Este mês sai Road Salt One, primeira parte de um álbum duplo que dará continuidade a uma história iniciada em The Perfect Element, disco de 2000, e retomada em Scarsick. O vocalista e principal mente criativa por trás da banda, Daniel Gildenlöw, avisou pelo site oficial do grupo que o novo disco teria influências setentistas. Porém, ao escutarmos as suas 12 faixas, temos certeza de que a palavra influência pode ser um eufemismo. Road Salt One tem muito do som anos 70 e explora raízes de blues, jazz e rock daquela época que até então não tinham sido incorporados de forma tão evidente em trabalhos passados.

A ótima produção das músicas não as maquiou demais, conservando a sonoridade real de cada instrumento dentro do estúdio. Isso contribui para que cada faixa soe o mais orgânica possível, até mesmo cruas em alguns momentos. Embora seja um álbum que claramente prioriza o papel das guitarras de Daniel e Johan Hallgren, o trabalho com os pianos de Fredrik Hermansson está muito mais marcante do que estava em Scarsick e em álbuns mais antigos. Aliás, o piano é responsável por vários dos temas mais significativos da obra.

Daniel Gildenlöw (vocal e guitarra) com novo visual e Johan Hallgren (guitarra) com seu habitual estilo

Dessa vez não há flertes com a disco music e nem com o rap/hip hop. O Pain of Salvation manteve-se mais ligado ao rock, como em “No Way”, “Curiosity”, “Darkness of Mine” e “Linoleum” (a única faixa do álbum que estava no EP de 2009). As canções alternam a reverberação do overdrive com breaks e passagens mais leves, abrindo espaço para algumas estilizações e criação de texturas com a guitarra e o teclado.

“She Likes to Hide”, “Of Dust” e “Tell Me You Don’t Know” dão a cara mais raiz e bluseira do disco. E a tristeza que transborda de “Road Salt” e “Where It Hurts” servem como anticlímax (e isso se refere a estética apresentada pelo Pain of Salvation, o que não quer dizer que seja ruim. Na verdade, o anticlímax é muito bem executado dentro da proposta da banda). E como já é costume com esses suecos, temas densos são tratados de forma densa, mas com ironia também.

“Sleeping Under The Stars” e “Innocence” são os momentos mais experimentais dessa viagem. A primeira é uma valsa um tanto excêntrica e inesperada no álbum. A segunda é um rock atmosférico cheio de altos e baixos, coros, suspiros, distorção, ritmos arrastados e agressividade. “Sisters”, uma das mais belas de Road Salt One, tem a melhor letra do álbum. O ouvinte passeia com ela por vales tristes até chegar a um acesso de raiva (ou seria angústia?).

O novo baterista Leo Margarit com Fredrik Hermansson, Hallgren e Gildenlöw

Depois de trocar de baixista duas vezes desde 2006, quem assume o posto  é Per Schelander, como contratado por enquanto. Com a saída de Johan Langell para se dedicar mais à família, Leo Margarit foi escalado para a bateria e até já aparece ao lado de Gildenlöw, Hallgren e Hermansson em fotos de divulgação. Margarit mostra neste disco que tem pegada para diversos estilos musicais e sabe soltar a mão nas horas certas.

No final, é um álbum diferente dos demais na discografia dos suecos. Triste e nebuloso, como há de ser a história de She e He, os personagens principais dessa conturbada estrada que não parece levá-los a lugares bonitos. Amor corroído, sexo doído e encontros cheios de lágrimas são novamente abordados nas letras. É Daniel Gildenlöw cantando mais uma vez sobre o comportamento e as emoções humanas.

Road Salt One nos faz esperar com mais ansiedade pela sua segunda parte. Os anos 70 continuarão a soar? E quanto às letras? Essa história terá chegado ao fim? As respostas devem aparecer em outubro deste ano.

Clipe oficial de “Linoleum” (de longe, o melhor da banda até agora)

A Origem

Acaba de ser lançado na rede o novo trailer de A Origem (The Inception), novo filme de Christopher Nolan, o diretor de Batman – O Cavaleiro das Trevas. O projeto, que vinha tentando fazer com que pouquíssimas informações sobre sua trama fossem reveladas,  ganhou mais detalhes nas últimas semanas. O novo trailer, aliás, passa mais informações e dá uma maior ideia geral sobre como será o longa-metragem, cujo roteiro foi trabalhado por Nolan por quase 10 anos.

Na trama, Leonardo DiCaprio é Dom Cobb é o melhor ladrão que há na arte da extração, o roubo de segredos das profundezas do inconsciente durante o sono com sonhos. Sua notável habilidade o transformou em uma peça fundamental no traiçoeiro mundo da espionagem industrial, mas também um fugitivo internacional. Agora Cobb tem a chance de recuperar tudo o que perdeu e de redenção, caso consiga fazer o inverso da extração, a inserção. Ao invés de roubar uma ideia ele e sua equipe terão que plantar uma. Mas é claro que nem tudo vai correr como esperado e um habilidoso oponente vai aparecer, prevendo cada movimento da equipe. E Cobb será o único capaz de enfrentá-lo.

A maior parte do filme foi rodada em película 35mm. A Origem estreará em salas Imax também

Nolan comentou em uma recente entrevista para o Omelete que filmou A Origem com quatro tipos de película: 35mm, 65mm, Imax e VistaVision. “Filmamos a maior parte do filme, o grosso, com película 35mm anamórfico, que é a melhor qualidade e o formato mais prático de todos para filmar. Filmamos algumas sequências-chave em 65mm. Então temos um rolo de negativo que é da maior qualidade possível, abaixo do IMAX. Nós achamos que não poderíamos filmar em IMAX por causa do tamanho das câmeras. Uma vez que este filme lida com um aspecto surreal, que são os sonhos, eu queria que fosse o mais realista possível. […] Então temos a mais alta qualidade de imagem de qualquer filme que está sendo feito e que também nos permite reformatar o filme para o formato de qualquer distribuidor.”

Além de DiCaprio, o elenco tem vários outros nomes conhecidos, como os de Ken Watanabe (que filmou com Nolan Batman Begins), Ellen Page (a protagonista de Juno), a oscarizada Marion Cotillard e o veterano Michael Caine. A não ser Dom Cobb, nenhum outro personagem foi detalhado ainda. O filme estreia em 16 de julho.

Leonardo DiCaprio é Dom Cobb, ladrão especialista em extração durante o sono com sonhos
A julgar pela trama e pelos trailers, há uma mistura de dois mundos no filme. Por isso já o compararam com Matrix

A estreia está prevista para 16 de julho

Retratos caricatos de Jason Seiler

Chris Martin, Darwin, Al Gore, Jay-Z, Putin e, claro, Mr. Bush na arte de retratar

Charles Darwin

Figuras políticas, da música, do cinema e do showbiz estão entre as pessoas retratadas por Jason Seiler, caricaturista e desenhista que colabora para o The New York Times, Time Magazine, The Weekly Standard, MAD Magazine entre outras publicações.

Seiler não deforma seus personagens até ficarem irreconhecíveis. Exagera nas bochechas, na testa, nos olhos, na boca ou simplesmente estiliza uma imagem para que ela se transforme numa caricatura. Do contrário, seriam apenas retratos. Ele usa o Photoshop e renderizadores de imagem para dar uma aparência tridimensional aos trabalhos.

No seu blog, Seiler posta fotos de trabalhos ainda inacabados e discute um pouco de como é fazer cada imagem. Em seu site, é possível ver amostras de trabalhos já publicados e conhecer um pouco melhor o artista.

Ben Stiller
Adrien Brody
Clint Eastwood
George Lucas
Chris Martin
Johnny Cash
Thom Yorke
Jay-Z
Meg & Jack White, dos White Stripes
Kieth Richards
Al Gore
Vladimir Putin
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